20 de mar de 2011

Sonata de Outono (1978)


por Gilberto Carlos

     Ingmar Bergman arquitetou com Sonata de Outono um profundo estudo sobre as delicadas relações familiares, o que, aliás, ele sempre fez em seus filmes, mas na maioria das vezes entre casais com problemas matrimonias e aqui entre mãe e filha.

     Charlote, uma pianista famosa (Ingrid Bergman, que apesar do sobrenome não era parente do diretor) visita a filha tímida e deprimida, Eva, (Liv Ullman) no interior da Noruega. Esse encontro provoca uma erupção de rancores, remorsos e cobranças do passado.

     As duas atrizes estão em cena o tempo inteiro e duelam num show de interpretação trocando acusações, inclusive em relação a uma outra filha que tem uma doença mental incurável, Helena (Lena Nyman), que teria sido provocada por Charlote. Eva agora cuida de Helena, que antes estava internada em um asilo.


     A mãe demonstra uma frieza impressionante em relação às filhas, parece ter nojo de Helena e se pergunta porque ela não morre logo e não se mostra tão diferente em relação à Eva. Toda a sua vida sempre esteve focada em sua carreira de pianista e a família ficava em último plano.

     A trilha sonora é formada por música clássica: Chopin, Bach e Schumann. Chega a ser doloroso acompanhar essa reflexão familiar, mas não se consegue nem piscar os olhos durante esse filme brilhante, o que é comum, numa obra de Bergman.


* Publicação Especial, enviada pelo nosso jurado Gilberto Carlos, Editor do blog Gilberto Cinema, especialmente para a ocasião do Veredicto nº2: Ingmar Bergman.


* Esse filme ocupa o 11º Lugar no Veredicto nº2: Ingmar Bergman.


SONATA DE OUTONO (Höstsonaten, França, Alemanha, Suécia, 1978).
Direção: Ingmar Bergman
Elenco: Ingrid Bergman, Liv Ullman, Lena Nyman, Gunnar Björnstrand e Linn Ullman.


FILME MUITO BOM. FORTEMENTE RECOMENDADO.

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