9 de dez de 2011

Veredicto Nº10: Melhores Atores e Atrizes



          Bem vindos ao nosso último Veredicto de 2011!



COMPROMETIDA COM O SEU TEMPO

por Antonio Nahud Júnior

          Considerada uma das mais extraordinárias figuras do cinema francês, a alemã de origem judia SIMONE SIGNORET começou em 1942, aos 21 anos, durante a ocupação nazista, com o filme “Bolero”. Em 40 anos de carreira interpretou uma belíssima diversidade de personagens. Em 1944, casou-se com o diretor Yves Allegret, divorciando-se em 1949. O seu casamento seguinte, com o famoso cantor e ator Yves Montand, foi admirado e comentado durante décadas. Juntamente, militaram até o início dos anos 80 no Partido Comunista Francês. Seu primeiro papel protagonista aconteceu em “Démons de l'aube”, em 1946. Em “Conflitos de Amor” (1950), do mestre Max Ophuls, baseado na obra de Arthur Schnitzler, consolidou sua carreira. Atuou sob a direção de Luís Buñuel em “A Morte Neste Jardim”, de 1956, e obteve o primeiro Oscar outorgado a uma atriz francesa por seu papel em “Almas em Leilão” (1959), que também lhe valeu o prêmio de melhor atriz no Festival de Cannes. Interpretou inúmeras prostitutas e mulheres fáceis, brilhando em “Amores de Apache” (1952), de Jacques Becker; “Teresa Raquin” (1953), de Marcel Carné e “As Diabólicas” (1954), de Henri-Georges Clouzot.

           Verdadeira heroína de seu tempo, SIMONE SIGNORET formou com Yves Montand um lendário casal. Estavam unidos por uma profunda ternura, muitas lutas políticas e um longo casamento de 35 anos. Trabalharam em parceria pela primeira vez na peça de Arthur Miller, “As Feiticeiras de Salém”, uma alegoria do macartismo que ficou dois anos em cartaz (1954-1955), repetindo os mesmos papéis no cinema em 1957.  Atuaram juntos em cinco filmes, entre eles “Paris Está em Chamas?” (1966) e “A Confissão” (1970). Em 1959, o casamento quase chegou ao fim com o flerte de Montand com Marilyn Monroe, em Hollywood, durante as filmagens do musical “Adorável Pecadora”. Outros desempenhos memoráveis desta atriz: “A Nau dos Insensatos” (1965, indicada ao Oscar de Melhor Atriz); “A Gaivota” (1968), baseado em Tchecov; “O Gato” (1971), em um duelo interpretativo com o fenomenal Jean Gabin; “A Viúva”, também de 1971, ao lado de Alain Delon; e em “Madame Rosa” (1977), que lhe deu o César de Melhor Atriz. No teatro brilhou em “Perfídia” (1962), de Lillian Hellman, e em “Macbeth”, de Shakespeare, dividindo o palco com Alec Guinness, em 1966. Publicou uma autobiografia em 1977, “A Nostalgia Já não é o que Costumava Ser”. SIMONE SIGNORET morreu de câncer em 1985, aos 64 anos. No mesmo ano de sua morte, lançou o romance “Adieu Volodia”.

O VEREDICTO

1º Lugar (101 pontos)

KATHARINE HEPBURN
(1907 - 2003) 



2º Lugar (100 pontos)

BETTE DAVIS
(1908 - 1989)



3º Lugar (98 pontos)

MERYL STREEP
(1949)



4º Lugar (90 pontos)

INGRID BERGMAN
(1915 - 1982)



5º Lugar (84 pontos)

AUDREY HEPBURN
(1929 - 1993)



6º Lugar (80 pontos)

GRETA GARBO
(1905 - 1990)



7º Lugar (73 pontos)

ELIZABETH TAYLOR
(1932 - 2011)



8º Lugar (71 pontos)

MARLENE DIETRICH
(1901 - 1992)



9º Lugar (68 pontos)

VIVIEN LEIGH
(1913 - 1967)



10º Lugar (66 pontos)

SOPHIA LOREN
(1934)



SENHOR CARISMA E SIMPATIA

por Antonio Nahud Júnior

           De uma família de origem irlandesa, SPENCER TRACY aos 21 anos fez o papel principal de uma peça amadora chamada "The Truth". Seguiu para a Broadway, atuando em vários espetáculos. Finalmente, em 1930, o renomado diretor John Ford o viu em cena e o convidou para seu filme "Up the River". Nos próximos 5 anos atuou em 25 longa-metragens, até ser despedido pela Fox após ser preso por embriaguez. Em 1935, contratado pela Metro-Goldwyn-Mayer – onde ficou por 20 anos como um dos grandes trunfos do estúdio -, converteu-se em uma estrela de primeira grandeza, ganhando seguidamente dois prêmios Oscar de Melhor Ator por "Marujo Intrépido", de 1937, e "Com os Braços Abertos", de 1938, num fato inédito até então. Ao longo de sua vitoriosa carreira recebeu 7 outras indicações. Mesmo casado, teve um namoro apaixonado com a atriz Loretta Young nos anos 1930. Em 1941, durante as filmagens da comédia “A Mulher do Dia”, iniciou um secreto relacionamento amoroso com Katharine Hepburn, o qual durou até sua morte. Terminou por separar-se de sua esposa Louise, mas como católico praticante nunca se divorciou dela. Com Katie fez 9 filmes, numa parceria que transbordava cumplicidade e talento, desenvoltura e classe, coração e alma, quase sempre dirigidos por excelentes diretores como George Cukor, Elia Kazan, Frank Capra ou George Stevens.

           Conhecido por sua personalidade complexa, SPENCER TRACY era duro, seco, de poucas palavras, depressivo. No final dos anos 1940, foi diagnosticado com diabetes, agravada pelo alcoolismo. Ele costumava se isolar durante dias em quartos de hotéis, bebendo sem parar. Em 1963 sofreu um ataque cardíaco, que acabou por afastá-lo do cinema. Retornou em 1967 para protagonizar a comédia romântica anti-racista “Adivinhe Quem Vem para Jantar”. Com a saúde debilitada, três semanas após a conclusão das filmagens, levantou-se para beber em plena madrugada, caiu e morreu de ataque cardíaco logo depois nos braços de Katharine Hepburn, aos 67 anos. Exalando simpatia, mesmo interpretando inúmeros personagens resmungões, é recordado como um dos maiores atores da história do cinema. Atuou em mais de setenta filmes em quatro décadas, realizando impressionantes interpretações como as de “Paraíso de um Homem” (1933), “Fúria” (1936), “O Médico e o Montro” (1941), “A Costela de Adão” (1949), “A Lança Partida” (1954), “O Velho e o Mar” (1958) e “Julgamento em Nuremberg” (1961).


O VEREDICTO

1º Lugar (135 pontos)

MARLON BRANDO
(1924 - 2004)



2º Lugar (129 pontos)

HUMPHREY BOGART
(1899 - 1957)



3º Lugar (120 pontos)

JAMES STEWART
(1908 - 1997)



4º Lugar (119 pontos)

MARCELLO MASTROIANNI
(1924 - 1996)



5º Lugar (115 pontos)

SPENCER TRACY
(1900 - 1967)



6º Lugar (100 pontos)

JACK NICHOLSON
(1937)



7º Lugar (99 pontos)

CARY GRANT
(1904 - 1986)



8º Lugar (92 pontos)

LAURENCE OLIVIER
(1907 - 1989)



9º Lugar (90 pontos)

CHARLES CHAPLIN
(1889 - 1977)



10º Lugar (85 pontos)

HENRY FONDA
(1905 - 1982)


FIM DO VEREDICTO Nº10

REALIZAÇÃO: JÚRI DE CINÉFILOS.


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