31 de jul de 2011

Ebulômetro: Capitão América (2011)



JULIANA ZANOLLI: Steve Rogers era um moço franzino que sofria de asma e era vítima constante de “bullying”, mas que tinha dignidade e um coração muito bom. Seu sonho era entrar para o exército e defender os Estados Unidos na Segunda Guerra Mundial, mas não era aceito por causa de seu tamanho e de sua doença. O cientista responsável pelo “programa do super soldado”, Dr.Erskine, reconheceu que, por trás daquela aparência frágil e ridicularizada por todos, havia o homem que ele buscava para criar o herói que os Estados Unidos estavam precisando. E assim foi criado o Capitão América. Apesar de toda a fantasia e de todas as "vitórias impossíveis" típicas de histórias de super heróis, o filme consegue nos mostrar que o mais importante na vida é o que a pessoa é por dentro, e que para atingir um ideal é preciso ter coragem, lealdade e fé. Um filme indicado para quem cresceu gostando de histórias em quadrinhos... e para quem está começando a gostar!


LUIZ SANTIAGO: Não sei se pelo calor do momento, mas tendo a crer que esse é o melhor filme que Joe Johnston dirigiu até hoje. Capitão América chega aos cinemas em pleno estágio de crise política (ou de uma recuperação de crise) nos Estados Unidos, e expõe para milhões de espectadores no mundo inteiro, o estranho moralismo e ética cristã (junto a um bizarro nacionalismo) tão estampados pela nação mais influente do mundo. O filme é um bom divertimento, cheio de tensão e com um ar vintage de dar água na boca, mas acaba pecando demasiadamente no desenvolvimento do roteiro em diversos momentos essenciais. O uso quase atormentador da trilha sonora é aceitável dentro da pirotecnia que temos na tela. Um quê de RamboDoutor Fantástico e 007 emanam de Capitão América. O filme até vale o ingresso, apesar do fraco “lado mau” e de arrastar-se impiedosamente em longas e longas sequências. Quem procurava uma obra exemplar em ação, vilões, e trama, sai do cinema querendo matar o Capitão América, principalmente se pagou para ver o filme em 3D.


MÁRCIO SALLEM: Uma divertida aventura retrô tão sutil quanto o uniforme do seu super herói e irregular exatamente onde deveria ser melhor: nas burocráticas cenas de ação.

     Leia a crítica completa do autor clicando AQUI


MARCUS HISHT: Quem cresceu lendo as histórias do Capitão América, e resolver aceitar esquecer alguns detalhes para apreciar apenas o filme, vai encontrar algo que gostará de ver. Não é aquele filme que deixa a gente de boa aberta, mas consegue trazer emoção durante todo o percurso. Recomendo assistir, é um bom entretenimento.


MATHEUS FRAGATA: Com direção certeira de Joe Johnston, Capitão América consegue deixar o herói ufanista suportável.


PEDRO VEBLEN: Um filme razoável, que de maneira muito inquietante não consegue trazer emoção (nunca vi, em um blockbuster, as mortes serem filmadas de maneira tão seca), mas no que diz respeito a ação e a um sugestivo suspense, o filme passa bem. Algumas pessoas podem estranhar ousadias como o fade-out na parte final, mas isso não é o ponto ruim do filme. Não o louvo pela carga desprezável de ideologia do qual se reveste, mas como cinema-pipoca, admito que ele sobe alguns degraus. Não é o melhor da Marvel (embora seja uma aposta que já se mostra promissora), também não é um filme estrondoso, mas eu indicaria que vissem sim.


RAFAEL ARAÚJO: Confesso que não tenho paciência para ver filmes da Marvel. As histórias infantis e recheadas de clichês quase nunca me empolgaram. Neste saco de lixo coloco todos das franquias de Homem-AranhaHomem de FerroQuarteto Fantástico e Hulk, só para mencionar algumas. Minha única exceção vai para o último X-Men, o ótimo "Primeira Classe". Com este retrospecto desanimador, entrei na sala XD 3D (dinheiro gasto à toa, a propósito) para ver Capitão América.

O que dizer de um filme cuja história em quadrinhos já é insonsa (código genético em 1941?), o diretor não é lá essas coisas (Joe Johnston, de Jumanji e Jurassic Park III) , a equipe técnica é pouca inspirada e o elenco não colabora muito?

Um filme completamente desnecessário, sonolento, escandalosamente patriótico-americano, com uma história fraca, apresentando um protagonista quase carismático, efeitos visuais pouco impressionáveis, um sem-número de clichês e, notoriamente, um vilão ridículo! Chris Evans interpreta Steve Rogers (ou o Capitão América), o que poderia torná-lo o ator revelação do momento. Hummm... quem sabe na próxima né? O que mais chama atenção no protagonista é o físico impressionante do ator. Que o treinamento pesado para deixar o corpo de Evans exageradamente musculoso deu certo, ah isso deu! E, para ser bem sincero, os melhores efeitos especiais do filme são aqueles no começo da história, quando conseguiram deixar o belo ator baixinho e magrinho. Excelente trabalho neste ponto! Em relação ao antagonista, Hugo Weaving faz um patético vilão, o Schmidt (alguém aqui se lembrou do agente Smith de Matrix?) ou Caveira Vermelha para os íntimos. Prefiro nem comentar.

Vamos ao resumo: um super-herói que baseia-se em porradas, chutes e escudadas fortes para derrotar dezenas de inimigos, o capitão de guerra dos sonhos de todo norte-americano nacionalista que se preze! Explode-se alguns tanques de guerra aqui, evita-se que alguns mísseis sejam jogados em cidades estadunidenses ali, e mal temos tempo de nos emocionar com o enredo. Aliás, não existe medo porque o vilão é fraco, não existe suspense porque o herói jamais é verdadeiramente ameaçado, não existe pena diante da morte do melhor amigo pois a amizade sequer foi desenvolvida, não existe romance porque o beijo final é completamente aleatório. Enfim... Darei uma estrela para o filme, e o farei somente por causa da cena final salvadora de Capitão América e da cena extra pós-créditos, que juntas deixam uma promessa de que "Os Vingadores" (a continuação da franquia) tem possibilidades de ser um filme pelo menos um pouco mais empolgante...



EBULÔMETRO: UMA REALIZAÇÃO





Twitter Delicious Digg Stumbleupon Favorites More

 
Powered by Blogger